quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Brincando de 'Spielberg', rsss...




Estou amando tirar as fotos. E tenho andado com a câmera para cima e para baixo. Se estou no carro com o meu marido, peço para ele:'Para, para, olha lá uma árvore linda', ou então, 'o cachorrinho naquela casa, branquinho, tão parecido com o nosso'. Mas os nossos cachorros não me respeitam, e quando vou para o jardim e quero fotografá-los, é um desastre total. Principalmente o pequeno, quer dizer, jovem, pois de pequeno ele não tem nada...o Boris. O Boris foi adotado há uns três meses...



A foto acima foi tirada em 20 de setembro, então hoje ele deve estar quase o dobro de tamanho, mal cabe na cadeira que adotou como cama...muito engraçado! Aliás, tem destruido muitas coisas com os dentinhos. Normal para filhotes, eu ainda me lembro de estragos bem piores que as primeiras rottweilers aprontaram. Então, agora, tudo isso está dentro do esperado. Hoje mesmo comprei nova leva de ossinhos e brinquedinhos de plástico, pois ele já tinha roido os anteriores. A outra cachorra anda muito enciumada com a atenção que ele recebe, mas, pelo menos, parou de ganir e chorar à noite, andando com um bonequinho na boca o tempo inteiro. Nem tudo é perfeito, paciência...o saldo me parece positivo.



E lá vamos nós...o vento estava bem forte quando filmei no jardim. Assim também percebi que preciso chamar o jardineiro urgentemente, um belo corte de grama se faz necessário. Outra coisa que também notei é que os vasos estão precisando de uma pinturinha básica...engraçado, como é a percepção, aquilo que vejo todo dia fica meio invisível. Mas, agora que filmei, todas as necessidades de manutenção saltaram a meus olhos.
Então, já passamos o meio de novembro, mês que vem é Natal, tempo de dar um 'trato' na casa. Em todas as casas, a de fora e a de dentro, rs... Só que a de dentro é melhor não pintar, se me lembro bem, Grande Mestre já se referia aos sepulcros caiados. E isso não quero não, é melhor usar a receita do post passado e, simplesmente, lavar, purificar...
Falando em sepulcros caiados, será que alguém ainda sabe o significado da expressão, sem recorrer ao Google?
Se não quiserem recorrer ao Google, podem assistir na televisão o episódio da extradição do italiano Battistti...que cara de pau, cínicos, todos purinhos e pintadinhos de branco, empurrando agora para o executivo a decisão. Daí todo mundo reclama que o presidente manda e desmanda...Santa República, no seu aniversário celebramos mais um capítulo da ficção, do faz de conta!
Mas, mas... não era nada disso que queria falar. Afinal de contas, para fechar o post de uma forma redonda - como a cerveja - vou voltar ao experimento dos filmes. Agora já postei uns 3, ou acho que são 4, no Youtube. Estou super contente de ter aprendido o básico e porisso quis dividir aqui.
Me aguardem, cineastas de todas as nacionalidades, rs...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

LAVAGEM CEREBRAL

Pois aprecio muito uma bela lavagem cerebral! Aliás, sou fã de todas as lavagens: espiritual, mental, emocional, física. Para quê? Principalmente para remover os resíduos de coisas que 'já eram', já foram, acabaram...sobrando só os fantasmas de uma história ou tradição que se transformaram em rituais vazios, teatros com roteiros repetitivos e que nada de bom acrescentam à vida. Prisão, programação coletiva...





Então, de vez em quando eu paro, sento-me no chão do meu 'quartinho', esse que faz tum tum, e começo a jogar coisa fora. Revejo, escolho novamente e vou separando: você, sim... você, não. Sei que mesmo todas as coisas que estão sendo postas de lado têm e tiveram o seu valor, não as desprezo, foram necessárias para que chegasse até aqui. Digamos que foi um amor que 'foi infinito enquanto durou'...
Depois de ter concluído o balanço, abro todas as janelas, afastando as cortinas para deixar o vento entrar e passar, trazendo novos ares perfumados...e agradeço!




E a água, bendita água, invoco e peço sua presença caudalosa:
Venha, elemento vital, grande promotora da purificação, de braços abertos a recebo.
Lave-me o coração, dissolvendo todas as dores emocionais, mágoas e coisas do passado que não têm mais razão de ser.
Lave-me os olhos, para que não julguem pela aparência e conceitos do ontem.
Lave-me os ouvidos, para que não ouça palavras que não sirvam à virtude do progresso espiritual.
Lave-me a boca, para que ela não pronuncie palavras levianas e sem valor.
Lave-me o olfato, para que eu perceba aquilo de que devo me afastar imediatamente, aquilo que não vem da luz.
Lave-me as mãos, para que todos os meus atos e gestos sejam limpos e verdadeiros.

E, para celebrar, escolhi esta canção do Ivan Lins. Bela canção. Os artistas têm mesmo um canal aberto!







Daquilo que eu sei
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me deu certeza...

Daquilo que eu sei
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo foi concebido...

Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah Eu!
Usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!

Confesso:
Tentei muitas vezes fechar os olhos e tapar os ouvidos...hehehe, não deu muito certo, fui obrigada a me defrontar com as cenas, mais cedo ou mais tarde! Usei e uso os sentidos e o sentimento também. Daquilo que eu pude, fiz o que quis...tive a oportunidade de exercitar escolhas, e, em relação a elas, não lavei as mãos - neste caso, assumir a responsabilidade.
Clareza e certeza, consideradas em termos mentais e cerebrais, também desconheço. Mas tenho, como todos temos, o radar do coração... ele sabe a direção e o sentido, eu sigo! E feliz ao seguir.
Posso concluir também que me sinto cada vez mais limpa, que bom!