quarta-feira, 19 de agosto de 2009

É verdade!

Interessante tem sido a constatação de que, ao conversar com as pessoas em geral, começo as frases dizendo: É verdade! Posso observar-me pronunciando: É verdade, ou então, sim. Meus amigos, acho eu, podem testemunhar o que falo. Não sei dizer se já agia assim antes e não reparava, ou se comecei a me expressar dessa forma em tempo mais recente, engraçado!
E, depois de concordar, começo a colocar mais um ponto de vista ao tema da conversa. O que vai acontecendo naturalmente. E, depois que percebi essa maneira de me relacionar, também notei que a pessoa com quem converso fica mais aberta para outras colocações que poderão nos distanciar muito do ponto original. E meus interlocutores ficam mais criativos e alegres, a conversa segue mais relaxada e leve! Muito legal.
Tenho a impressão de que se forma um espaço, um espaço mental que não está completamente ocupado por idéias a priori, um espaço onde há vazios a serem preenchidos pelas formas-palavras-emoções, um espaço em que o presente é soberano.
Vou tentar exemplificar uma parte... os comentários ficarão sendo meus interlocutores. Vamos tentar?





Recebi de minha amiga Cris o texto que reproduzo abaixo. Ela tem frequentado aulas do Centro de Kabbalah aqui em São Paulo. Eu conheço muito pouco essa maneira de analisar a vida e o progresso espiritual do homem, mas tenho acompanhado com prazer os ensinamentos que me tocam pela sensibilidade e sabedoria. Vejam:

"Rav Ashlag, o homem que fundou o Kabbalah Centre em 1922, utiliza este exemplo ao descrever o processo espiritual de uma pessoa:

Quando você dá uma mordida em uma maçã que não está madura, quem sabe até amarga, o problema não é a maçã; o problema foi que não demos tempo de a árvore amadurecer a maçã. O problema é o nosso timing, não a maçã, nem a árvore.

Essa é uma mensagem poderosa para nós, porque deixa claro que o único verdadeiro problema é que o nosso processo ainda não está completo. Isso significa que não podemos nos perturbar por estarmos zangados, tristes ou deprimidos, ou por não termos alcançado nossas metas ou critérios.

Somos apenas uma obra em construção. Nós somos a fruta que ainda não está madura para ser colhida.

Você não derrubaria uma árvore por não dar maçãs maduras. Você espera dois meses e colhe as maçãs maduras.

Rav Ashlag ainda diz que não existe nada de mau no mundo – apenas pessoas e situações no meio do processo. Nossa imperfeição não nos torna maus. Na verdade, o mal não existe.

Esta lição não se aplica apenas à nossa relação com nosso crescimento espiritual. Ela também significa que não podemos julgar ninguém, nem dizer que sejam maus ou que não sejam dignos. Nenhum de nós não é bom o bastante. Nenhum de nós não é digno o bastante. Quer estejamos na semente, no galho, ou na fruta – lembre-se, é tudo um processo.

A alfarrobeira leva 70 anos para dar frutos. O fato de um fazendeiro que cultiva a alfarrobeira talvez não viver o suficiente para provar os frutos de seu trabalho não torna sua atividade inútil, nem significa que ele esteja desperdiçando seu tempo. Muitas vezes nos encontramos em relacionamentos que parecem que não vão dar em nada, ou trabalhando em projetos de negócios que não decolam. Mas é o próximo relacionamento ou empreendimento comercial que dará frutos, porque investimos no anterior. E, às vezes, é preciso plantar 10, 20 ou até 100 sementes para que dê frutos. Mas não existe esforço desperdiçado."

Então: É verdade, estamos no processo. Sim, somos uma obra em construção... mas será que posso usar a palavra apenas? Eu acho que a obra em construção que somos é a maravilha das maravilhas, como descreve o Evangelho de Tomé. Alguém já leu? Há muito tempo li uma versão comentada por Huberto Rhoden. Tem por aí na net para quem quiser ler. Nem vou colocar o link para não facilitar... vamos 'googlar'.
Poderia dizer que somos equivalentes a um grão de areia em relação à grandiosidade da vida, mas um lindo grão de areia feito de cristal polido e que brilha como as estrelas do céu.
Sim, não podemos julgar, não existe o mal, estamos no processo. Então isso não é imperfeição, se classifico como imperfeição, já estarei julgando, não lhe parece?
E, para completar a minha parte...
Sim, está nos comparando às maçãs. E qual é a utilidade das maçãs? Ter um bom emprego? Ter um carro do ano? Ser lindo ou linda como artistas de cinema? Jóias?... parece que a utilidade das maçãs é a de se oferecer ao consumo dentro de uma cadeia alimentar.



E nós, seres humanos, qual é a nossa utilidade?
As maçãs ficaram ainda mais apetitosas como ingredientes dessa sensacional torta; uma maga, ou mago, da cozinha preparou para ser compartilhada à mesa. Que linda foto, mesa requintada, louça inglesa, bule de prata, frutas e flores. Ah, e a calda é de laranja. Quanta criatividade e bom gosto!
Em que circunstâncias ficaríamos como ingredientes de um composto harmonioso assim? Um buquê de pessoas? Ofertado a quem?



Poderia ser assim? Uma metáfora de orquídeas? A foto é de minha amiga Adriana, a quem agradeço a imagem!
Quando o nosso processo está pronto? Qual é a manifestação de um ser humano pronto?
Belas questões que repasso a meus amigos...vamos?

Selos

Recebi de meus amigos os selos que posto aqui: De António Rosa, do blog Cova do Urso, da Cibele, do blog Metamorfose e da May-Morhan, do blog Essência Órion. Fico muito grata com o carinho!


sábado, 1 de agosto de 2009

A arte de viver!


Gosto de esportes, muito mesmo. Esse rapaz, Cesar Cielo ganhou hoje, primeiro de agosto, as duas grandes provas de velocidade de 100 e 50 metros nado livre. Lindo feito! O pessoal, em Roma, já estava torcendo por ele e ficavam gritando: 'Ave Cesar, Ave Cesar'.
Que performance maravilhosa. Não vou falar nada sobre a falta de apoio oficial e que se algum atleta quiser mesmo atingir nível internacional deverá morar e treinar noutro país...não ia, mas já falei.

A vibração, a alegria, a recompensa por tanto trabalho, esforço e dedicação. Admiro mesmo. Duas medalhas de ouro em campeonato mundial, que beleza! Parabéns, Cesar!



A prática esportiva está muito avançada: muito se estudou sobre nutrição, condicionamento físico específico, performance de pico, técnicas de visualização e outros tópicos, como materiais esportivos para confecção dessas roupas especiais e ainda mais...
Os garotos começam a despontar nas disputas locais e, em menos de dois anos, já aparecem os futuros candidatos a campeões. E é assim em todos os esportes, conforme o desenvolvimento físico e hormonal dos rapazes e das moças acontece. Ah, o desenvolvimento psíquico também, pois passam a enfrentar pressões de todos os tipos e as dificuldades de viver em competições, modelo que separa vencedores de perdedores. Haja equilíbrio para conviver num meio tão hostil e estressante! É necessário, se possível, colocar-se num estado de serenidade.
Os médicos e pesquisadores, desde a década de 1960, vêm testando os fundamentos das práticas orientais aliando-os às descobertas da ciência ocidental tradicional. O Dr. Benson, cardiologista de Harvard, em 1975 publicou um livro que se tornou famoso, e ele explica sobre a 'resposta do relaxamento', uma adaptação da técnica de meditação. E, além disso, os psicólogos cognitivos descobriram o que chamaram de performance de pico . E assim muito desenvolvemos nossas aptidões em todas as áreas de atividades.
E esse conhecimento veio inundando nossas vidas e hoje temos muitos recursos para ter um corpo melhor, uma mente melhor em todas as idades. Vitaminas e suplementos já são, há tempos, uma realidade do cotidiano. Musculação, natação, hidroginástica, tai-chi-chuan fazem parte do leque de opções para as pessoas mais idosas.
Há alguns anos me indicaram um livro muito interessante: 'A Longevidade do Cérebro', também escrito por um médico americano Dr. Dharma Singh Khalsa , em que ele aborda a questão da perda de memória, mal de alzheimer, envelhecimento, estresse e a conexão do cortisol. No final do livro ele propõe um programa para a longevidade do cérebro, baseado em 4 pilares: controle do estresse, exercícios físicos e mentais, alimentação correta e suplementos específicos para o cérebro.



O programa que ele sugere serve para uma saúde ótima em todas as idades. Eu gostei muito do livro, até estudei várias informações, pois eram bastante interessantes.
Eu fiz o link para o site dele e quem entender Inglês poderá ter um boa idéia, a dicção dele é bem clara, então dá para entender facilmente.

Agora, novamente o estado de serenidade pode ser muito útil... porque, proporcionalmente ao que falamos a respeito do desenvolvimento físico e total dos jovens, eu tenho de encarar o outro lado, o envelhecimento, a decadência e a morte: A arte de morrer!
Como inspiramos, expiramos,
Como desenvolvemos, entramos em decadência,
Como abre, fecha...
Tenho recebido emails elogiando as mulheres de 60, 70, 80 e mais... tenho visto também cirurgias plásticas, aplicação de botox e outras coisas que até desconheço. E os homens também!
Eu acho que se sentir bem, estar bem arrumada, cabelos, unhas, roupa, maquiagem, perfume, é algo muito positivo, mas comprar mais uma ilusão de beleza, juventude e vida do corpo eterna, considero mais um fonte de sofrimento e estresse.
Se eu for considerar a vida apenas numa perspectiva do corpo físico, devo concluir que todo esforço será inútil, pois trata-se de uma guerra perdida, meu corpo vai se desfazer, morto...a mesma Gaia que forneceu a vida, providencia o túmulo!
Se eu não tiver nada mais para levar, então acabou tudo! Inexorável...
Pensando assim, já avisei meus filhos que, quando eu morrer, quero que doem tudo o que for possível: olhos, pele, ossos, tudo... o que sobrar, favor levar à cremação com meu muito obrigada pela maravilhosa oportunidade!
E nós estaremos juntos para sempre lá, lá onde brilha a chama do espírito imortal!