O seu pai era oriundo do Quênia, a sua mãe, do Kansas; conheceram-se no Hawai onde, em 1961, nasceu Barack Obama. Aos dois anos de idade, o pai de Obama deixou-o para ir para Harvard e depois regressou ao Quênia, onde era um político importante. Acabou por falecer num acidente de automóvel em 1982. Barack Obama apenas se lembra de o ter visto uma vez quando tinha 10 anos. Sua mãe era antropóloga e sempre trabalhou em organizações internacionais, preocupava-se com as injustiças sociais.
A sua mãe casou-se novamente, desta vez com um indonésio e sua família mudou-se para a Indonésia onde nasceu sua irmã. Ele frequentou escolas muçulmanas e cristãs durante dois anos e sua mãe acabou se divorciando.
A família regressou ao Hawai e ele passa a viver com os avós maternos. Mais tarde, prosseguiu os estudos, primeiro no Occidental College de Los Angeles e depois na Columbia University em Nova Iorque. Mais tarde, frequentou a Harvard Law School, onde obteve uma elevada distinção honorífica, magna cum laude, que corresponde a uma graduação com, no mínimo, dezoito créditos.
Conheceu a sua esposa Michelle Robinson enquanto trabalhava na firma de advogados Sidley & Austin. Após a sua experiência em Harvard, onde chegou a ser o primeiro afro-americano eleito para a presidência da Harvard Law Review, mudou-se para Chicago, a cidade natal de Michelle onde, em 1993, começou a dar aulas na escola de direito da Universidade de Chicago

Quantas influências ele carrega! Fisicamente é não negro no Quênia e não branco nos Estados Unidos: esse é o destino do mestiço. Muito embora seja considerado o primeiro presidente negro, racialmente ele é mulato. Um pai ausente desde seus 2 anos de idade causou um vácuo - ele até escreveu um livro em que mostra seus sentimentos. Depois um padrasto indonésio, morar noutro país, frequentar escola muçulmana, irmã mestiça de indonésio. Voltar para o Hawaí para morar com os avós, estado que é como uma periferia nos Estados Unidos, estudar lá, conhecer as ruas, a violência, as drogas...
Aí começa sua definição pluralista consciente e o estudo o ajuda a compor esse mosáico com tantas peças. Escolhas positivas, ambição, coragem.
Dizem alguns que o meio faz o homem, se fosse apenas esse o caso, Obama poderia ter se perdido (tantos se perdem)...tão multifacetado que poderia não ter encontrado a "cola" para juntar todas as partes. Mas o homem, apesar do meio, pode construir a si próprio e depois até refazer o meio, a sociedade. Para a tarefa tem contado com a parceria de uma mulher muito especial, Michelle, cujo currículo brilhante se ombreia ao do marido.
Acredito também que até a disputa dentro do Partido, pela indicação como candidato, o tenha fortalecido. E o processo da eleição, claro...no final até o derrotado opositor apresentou sua admiração por ele.
A cerimônia da posse...nunca vi nada parecido, um oceano de pessoas esperançosas :

E assim um novo presidente plural, multiétnico, preparado, com espírito corajoso e liderança indiscutível chega à Casa Branca prometendo mudança. Ora, ele já é a mudança.
Viva Barack Hussein Obama, filho construído por sua própria perseverança e trabalho.





